O que precisa de saber sobre a escoriose

Escoriose
26 março 2019

 

A Escoriose (Phomopsis vitícola) é um fungo que surge com frequência na Região dos Vinhos Verdes devido às chuvas no momento da rebentação. A maioria das castas brancas regionais são-lhe sensíveis, com especial destaque para o Loureiro, que, em consequência disso, quebra os pâmpanos com muita facilidade ao simples toque do vento. Este acidente é conhecido por ?desnoca?.

O fungo hiberna sob a forma de micélio nos gomos ou de picnídeos nos sarmentos, dando-se a sua maturação durante o Inverno. Com as chuvas, os esporos são disseminados, infectando a vinha com a rebentação. As temperaturas primaveris de 15 a 18ºC e uma humectação de 7 a 10 horas consecutivas são suficientes para a contaminação. Surge em manchas na vinha, quer pelo uso de varas infectadas na enxertia quer pela transmissão pelas tesouras de poda. Os sintomas da escoriose são dos primeiros a revelar-se após a rebentação da vinha, e particularmente naquelas onde os típicos sintomas nos sarmentos foram detectados à poda. Todavia, pode haver infecção com ausência desse tipo de sintomas (picnídios), encontrando-se o fungo apenas na forma hibernante.

A doença causa quebras de produção, quer pela não rebentação de muitos olhos basais quer pela quebra de pâmpanos (desnoca) em pleno crescimento. É essencial a luta cultural, pelo que à poda devem deixar-se apenas varas sãs, bem como escolhê-las igualmente sãs para a realização da enxertia. As varas infectadas devem ser queimadas após a poda e levar à prática uma poda longa para ter rebentações garantidas em olhos não basais, quando na presença de videiras bastante atacadas.

Na luta química, consoante a severidade da doença, podem ser feitos um ou dois tratamentos. A Syngenta possuiu no seu portofolio de vinha o fungicida Quadris Max, que a 150 ml por 100 litros de água é a melhor recomendação para controlo da escoriose. Além disso, ajuda a prevenir o Black Rot cujas infeções ocorrem nesta mesma altura.

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