Produtos Fitofarmacêuticos 

Como para controlar doenças e pragas se torna necessário recorrer ao uso de produtos fitofarmacêuticos, deve-se ter conhecimento sobre o seu modo de acção no que respeita à forma de actuação, à eficácia, à persistência e à toxicidade ao homem e ao ambiente.

No que respeita ao modo de acção dos fungicidas, estes classificam-se de contacto (só de ação preventiva) e de penetrantes e sistémicos(acção curativa). Quanto à persistência, é variável de acordo com o produto, sendo maior no caso dos produtos penetrantes e sistémicos; este aspecto, é de fundamental importância para a renovação do tratamento, sobretudo quando na presença de condições adversas como é o caso de ocorrência de períodos de chuva entre os tratamentos ou em fases do ciclo de crescimento rápido, que colocam os jovens órgãos desprotegidos.

Outro aspecto importante é o problema de alguns produtos poderem vir a originar resistências quando utilizados sistematicamente; sendo assim, e na ausência de indicações precisas sobre determinada substância ativa, é recomendável a alternância de substâncias activas com diferente modo de acção entre tratamentos. De referir, que a mesma substância activa normalmente aparece no mercado com marcas comerciais diferentes, daí a importância de olhar sempre para a composição do produto, aquando da sua escolha.

No que respeita à toxidade, geralmente vem referida na embalagem a sua nocividade realçada através de símbolos próprios que devem ser respeitados, aquando o seu armazenamento, manuseamento e destino das embalagens vazias. A toxicidade não diz apenas respeito ao homem no momento da aplicação e ao acesso de pessoas e animais a áreas tratadas, mas estende-se pelo efeito da persistência do produto na cultura, razão pela qual cada produto tem atribuído determinado intervalo de segurança, que impreterivelmente deve ser respeitado. Para além do efeito directo na cultura, os tratamentos fitossanitários interferem no ecossistema vitícola, sendo conhecida a acção colateral de várias substâncias activas sobre outros fungos e fauna auxiliar. A resultante desta acção determina assim a necessidade de adequar os tratamentos de acordo com as novas regras da prática da protecção integrada da vinha.  

Um dos aspectos mais graves dos produtos fitofarmacêuticos é a contaminação das águas, sendo muitos deles extremamente perigosos para peixes e organismos aquáticos, devendo portanto haver o cuidado de não contaminar as águas com a lavagem dos aparelhos de aplicação e com as embalagens vazias.

 

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