Práticas pré-vindima

No período pré-vindima, há um conjunto de medidas que devem ser tomadas em proveito, por um lado da qualidade da uva, e por outro, de economia do tempo de vindima.

São importantes os acessos à vinha pelo tractor e a limpeza atempada da entrelinha para a livre circulação do mesmo; por exemplo, se o tempo decorrer seco e fresarmos a vinha muito próximo da data de vindimar, levantar-se-á um pó nocivo aos operadores e às uvas; se chover, rapidamente todo o equipamento de colheita fica enlameado.

Outro aspecto importante, é que o alvo principal da vindima são as uvas, e não os ramos e/ou as folhas, pelo que as intervenções em verde devem ser feitas atempadamente. A prática da desponta e desfolha, realizadas com oportunidade e moderação, constituem uma das técnicas de melhoria de qualidade das uvas, criando microclimas favoráveis à fecundação e maturação e diminuindo a incidência de doenças criptogâmicas (míldio, oídio, podridão dos cachos). Aliás, dado que o último tratamento fitossanitário que se faz à vinha é contra a podridão, já nessa altura a exposição dos cachos deve estar garantida. Estas operações permitem também tirar maior rendimento por parte do vindimador.

Dependendo do destino da produção (venda de uvas, vinificação) e da dimensão da exploração, a vindima tem de ser sempre bem programada, no que respeita à contratação de pessoal, colheita manual e/ou mecânica, limpeza da adega e verificação de equipamento.

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