casta espadeiro

         

Casta de certa expansão por toda a região, com muitos sinónimos aliados à pruína dos bagos e à pouca cor dos vinhos, tais como, 'Padeira' em Basto, 'Areal' em Amares e ainda por 'Cinza', 'Farinhoto', 'Nevoeiro' e 'Tinta dos Pobres'.

Particularidades Ampelográficas:

Rebentação e folha jovem bem carminadas.

Folha adulta glabra, verde-escura, de perfil irregular e ponto peciolar carminado.

Cachos compridos e bagos com muita pruína, parecendo ruços.

 

Esquema da Folha, Cacho e Bago

 

Aptidão Cultural e Agronómica:

Abrolhamento: Média, mais 10 dias do que o 'Castelão'

Floração: Precoce, mais 1 dia do que o 'Castelão'

Pintor: Tardia, mais 15 dias do que o 'Castelão'

Maturação: Tardia a Muito Tardia

Casta de ciclo longo, exigindo elevadas somas de calor efectivo para amadurecer. Com um índice de fertilidade médio, uma a duas inflorescências por ramo, dá cachos grandes e compridos, o que a torna muito produtiva.

Potencialidades Tecnológicas:

Produz mostos pouco ricos em açúcares e com muita acidez. Dá vinhos de cor rubi clara a rubi, de aroma e sabor à casta e gosto acídulo.

Utilizada em vinhos tintos de lote, é todavia explorada desde há longa data na região, para a produção de rosados estremes (Espadal), tradicionalmente vinificada pelo processo de 'bica aberta'.

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